A dívida mobiliária federal interna atingiu R$ 873,61 bilhões em março. Cresceu R$ 63,35 bilhões só no primeiro trimestre do ano, ao ritmo de 7,82%, muito acima da taxa trimestral de crescimento do produto interno bruto a preços correntes, cerca de 2,5%. Alcançará R$ 1 trilhão antes de dezembro terminar. Juros já equivalem a dois terços da carga tributária federal, de 16% do PIB. Caminham para R$ 200 bilhões anuais. Não sobra dinheiro para nada.A política de juros do Banco Central arrebenta contas públicas; fecha escolas e hospitais; dissemina ignorância e doença; derruba estradas e pontes; fecha fábricas e destroi o mercado interno; corroi salários e espalha pobreza; transforma aposentados em bode expiatório; mantém o Brasil estagnado. Suga volumes astronômicos de dinheiro do povo para doá-los ao setor financeiro. Carece de fundamentos científicos e técnicos. A inflação continua.
Os R$ 63,35 bilhões acima mencionados dariam para construir 3 usinas do porte de Itaipu ou 9 siderúrgicas como a Presidente Vargas, da CSN, em Volta Redonda (estimativas nos links Banco Central - Juros - Selic e Banco Central, juros e aritmética, nesta página). Os R$ 200 bilhões, seriam suficientes para 9 Itaipus e 29 usinas Presidente Vargas. Por ano.
A política de juros do Banco Central leva a dívida pública ao paroxismo, as contas públicas ao beco-sem-saída, e o país ao impasse. É preciso mudar de rumo.
Marco A. C. Martins
Brasília, 21 de abril de 2005
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Dívida pública chega a R$ 915,67 bi em julho de 2005
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Dívida pública chega a R$ 1,010 tri em fevereiro de 2006
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No bairro de Santo Amaro, na periferia de Recife, dezenas de garotas pobres de 5 a 6 anos recebem R$ 0,50 para fazer sexo oral escondidas em terrenos baldios ou dentro de carros.(O Globo, Domingo, 19 de Março de 2006, Primeira Página)