Brasília, segunda-feira, 06 de setembro de 2010
 
   

Notícias



Ex-integrantes do governo e do PT formaram quadrilha

Procurador acusa os 40 do mensalão
Correio Braziliense, Quarta-Feira 12 de Abril de 2006

Supremo julga 40 do mensalão
Jornal do Brasil, Quarta-Feira 12 de Abril de 2006

Procuradoria acusa petistas de formar organização criminosa
Folha de S. Paulo, Quarta-Feira 12 de Abril de 2006

MP: PT formou organização criminosa para manter o poder
O Estado de S. Paulo, Quarta-Feira 12 de Abril de 2006

Procuradoria vê organização criminosa e denuncia 40
FolhaOnline, 11 de abril de 2006 - 18h01

Ex-integrantes do governo e do PT formaram quadrilha, denuncia procurador
Portal Estadão, 11 de abril de 2006 - 18:09

Procurador-geral diz que mensalão existiu e denuncia 40
GloboOnline, 11 de abril de 2006 - 23h29m


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Procuradoria Geral da República
Assessoria de Comunicação Social, 11 de abril de 2006

Mensalão: PGR denuncia 40 pessoas

O procurador-geral da República, Antonio Fernando Souza, apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) denúncia contra 40 pessoas envolvidas no chamado esquema do mensalão. Entre os denunciados estão José Dirceu, José Genoíno, Delúbio Soares, Luiz Gushiken (secretário de Comunicação de Governo e Gestão Estratégica), Sílvio Pereira, Marcos Valério, Duda Mendonça e sua sócia Zilmar Fernandes. Também são acusados de participar do esquema parlamentares como João Paulo Cunha, José Janene Pedro Henry, José Borba, Professor Luizinho, entre outros, além dos dirigentes do Banco Rural. Eles são acusados de formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, evasão ilegal de divisas, corrupção ativa e passiva e peculato. Antonio Fernando enviou a denúncia ao STF no dia 30 de março. De acordo com a investigação do procurador-geral, o esquema do mensalão era uma organização criminosa dividida em três núcleos: o político-partidário, o publicitário e o financeiro. O núcleo político partidário (composto por José Dirceu, José Genoíno, Delúbio Soares e Silvio Pereira) pretendia garantir a permanência do Partido dos Trabalhadores no poder com a compra de suporte político de outros partidos e com o financiamento irregular de campanhas. Esse núcleo era o responsável por repassar as diretrizes de atuação para os outros dois núcleos. O segundo núcleo - composto por Marcos Valério, Rogério Tolentino, Cristiano Paz, Ramon Hollerbach, Simone Vasconselos e Geiza Dias – era responsável por receber vantagens indevidas de integrantes do governo federal e de contratos com órgãos públicos (como por exemplo os contratos de publicidade da Câmara dos Deputados, do Banco do Brasil e da Visanet). E o terceiro núcleo – composto por José Augusto Dumont, Kátia Rabelo José Roberto Salgado, Ayanna Tenório e Vinícius Samarane – teria entrado na organização criminosa em busca de vantagens indevidas e facilitava as operações de lavagem de dinheiro, afirma o procurador-geral Antonio Fernando também denunciou os beneficiários do esquema: parlamentares de cinco partidos (PP, PL, PTB, PMDB e PT). Eles vão responder por corrupção passiva e peculato. O procurador-geral explica que ofereceu a denúncia antes da conclusão do relatório da CPI para que não houvesse influência do debate político-partidário constante do relatório e também para que os parlamentares não fossem influenciados pela investigação do Ministério Público. “A denúncia coincide com o trabalho da CPI“, diz, acrescentando que as informações do relatório ainda podem ser inseridas na ação penal. Hoje, o relatório da CPI foi entregue ao procurador-geral da República pelo presidente da Comissão, senador Delcidio Amaral, o vice-presidente, deputado Asdrubal Bentes, e os relatores Osmar Serraglio e Onix Lorenzoni. Agora, o inquérito prossegue com investigações remanescentes – o que ainda pode gerar novas denúncias.


  

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